Tag: Uma viagem engraçada e divertida.
O sr. Slonik resolveu me convidar para uma tag. O que preciso fazer é narrar uma viagem engraçada que fiz. Embora eu não tenha feito tantas viagens, responder a esta tag não é tarefa das mais difíceis, afinal, tudo o que acontece na minha vida é engraçado. Coisa de doido…
A história
Quando eu tinha meus 13 anos, há uns 6 anos atrás, eu e meus primos decidimos visitar uns parentes no interior de São Paulo. Quer dizer, eu moro no interior, mas se comparado a cidade que eu fui, Cesário Lange, eu praticamente moro na capital, pois a cidade fica muito, mas muito longe.
Imagine 5 horas de viagem, pois então, 5 horas foi o tempo que levou para chegarmos até lá, até de trem viajamos. Se bobear, usamos até uns burricos de cargas. Devo dizer que foi uma imensa e cansativa viagem, mas, todavia, em dado momento chegamos ao nosso destino.

O bom de morar em uma cidade como Itu é que esta é muito, muito famosa. Todos devem conhecer. E logo isto se transformou em grande vantagem para nós. Sem contar que homens eram raros por aquelas bandas. Sim, verdade, naquela época não era fácil encontrar homens da nossa idade. Portanto, de uma maneira sobrenatural, acabamos nos transformando em caras extremamente descolados e muito atraentes prontos para aprontar muito confusão e muita azaração. =) E, claro, as garotas caíram matando.
Elas tinham uns 15 a 18 anos, não mais que isso, e todas mais velhas do que nós. E a idade delas, o local, a hora e a circunstância fizeram de nós algum tipo de personificação de tudo que garotas jovens mais desejam. Sabe-se lá quais os reais motivos, mas não demorou muito para rolar uma proposta muito safada e proibida para menores de 18 anos e anões azuis do Cazaquistão: um envolvimento sexual entre três, quatro, ou mais pessoas. Enfim, uma…suruba…e tal..
Acredito que não é nem preciso dizer que isto era um pouco surreal para nós. E mesmo eu não sendo nenhum devorador de interioranas jovens e carentes… Naquele momento, devo confessar, era tudo o que eu mais queria ser na vida. Além do mais, aquilo na minha mente extremamente curiosa, era algo muito, muito interessante.
Para concluir aquela assaz e divertida aventura não faltava muito, aliás, só faltava uma coisa: arrumar um bom local. Pensamos muito e escolhemos o mato. Quer dizer, efetivamente não pensamos porcaria nenhuma, fomos é para o lugar mais fácil.
E para o mato fomos felizes e serelepes a cantar (qualquer musiquinha tosca da época). Eu já disse que o azar me persegue? Pois então me diga qual é a probabilidade de uma velhinha aparecer no início de uma atividade assaz interessante? Zero, nula, não é? Então, me explique por que cargas d’água apareceu uma velhinha na hora? E claro que apareceu. Tivemos que sair correndo feito idiotas, pois a velhinha começou a falar um monte, e bote monte nisso.
Mas, tudo bem, muita calma foi exigida naquela hora, mas arrumamos outro lugar e para lá fomos. Contudo, era preciso armar o clima novamente. Afinal, estávamos em choque. Quer dizer, nós não, as garotas estavam. Garotas têm dessas coisas… Alguma coisa precisava estimulá-las a aventurar-se pelos caminhos do coração (leia-se: suruba, neste caso). E foi então que uma maldita idéia passou pela cabeça de um infeliz: vamos brincar de pega-pega come-come?
Basicamente era assim: é um pega-pega; homens contra mulheres; se o homem pegar a garota: ele humm.. nela. E quando digo humm é humm mesmo.
Beleza, lá fomos nós. Corre pra cá; corre pra lá. Um pega uma garota aqui, outro acolá. E quando chega minha vez… Não sei como, nem por que eu consigo fazer estas coisas, mas foi só encostar a mão na garota para ela cair feito uma jaca. Acho que eu deveria até chorar ao lembrar desta cena. Sério, cena merecedora de lágrimas, sejam de raivas, dor ou até mesmo frustração. Sei que a garota voou. Tenho que dizer, inclusive, que foi um pouco surreal a cena. Afinal, não era apenas uma garota voando naquela circunstância. Pela minha curiosidade natural àquela idade, era mais que isso, era todo um sonho se desmanchando, uma realização perdida, sei lá. Era, sobretudo, uma suruba que se esvaía em um capote extremamente fenomenal! Coisas do tipo que só acontecem comigo…
E se quer saber, no final das contas não fizemos nada. Nada. E para piorar: fiz um baita corte no pé. Tivemos que dormir do lado de uma casa dita mal assombrada, e que era realmente sinistra. E, por cima, demoramos mais 5 horas para voltar. Ou seja, a viagem foi uma grande porcaria, frustrante e um tanto traumática. Sim, traumática. Imagine só o trauma que carrego deste então. Entretanto, tenho que admitir, nem tudo foi ruim… Ou melhor, pelo menos me servirá como base para fazer algum livro do tipo “Como não organizar uma suruba (com ilustrações e fotos do autor)”, ou mesmo que sirva para contar para meu netinho uma história de muito, muito tempo atrás – do tempo que carros ainda não voavam e que blogs ainda não rendiam milhões aos seus donos.
Nota: Às garotas que porventura leiam este artigo, saibam que sou extremamente romântico e não me atrai o fato de me envolver com duas ou mais mulheres. Só preciso de uma japinha, nada mais. ![]()
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Postado em 12 de Novembro de 2007
Este foi um dos posts mais engraçados que eu já li sobre viagens hahaha. Garotos nessa faixa etária tem uma imaginação muito boa mas em contra partida não tem noção do perigo que os cercam. Agora eu fico pasma, isso aconteceu 6 anos atras? Que garotinhas danadas, hein?
Um abraço,
Rebeca
Rebeca, que bom que gostou! Claro que seria ruim se você risse naquela época hehe. Mas agora passou…
Sim, eram danadas mesmo. Ê cidadezinha boa.
Hoje já não sei como está…
P.S. Depois fiquei sabendo que todas (ou quase todas) elas ficaram grávidas pouco tempo depois.
KKKKKKKK
Suruba no mato é foda hein! hauhauhauahuhaha
Rafael, bem que eu disse a você que era engraçada.
Nem sei porque eu tive coragem de contar haaha
Já faz alguns dias que quero colocar minha opinião mas kkkkkk, quando chega na hora não consigo parar de rir!!
Gostei da última frase^ ^
Érica, hum… mensagem secreta.
Ou vc é completamente azarado ou é muito ruim de pega rsrsrsrrs!!!